Eu tentava me explicar, ou na realidade me convencer disso que acabara de descobrir.
Não descobrir o fato - este já havia sido descoberto - mas o ato.
O porquê de realizar as situações de tal forma.
A verdade é que eu vejo mais que um caminho .
Talvez minha mente esteja retorcida, confusa até eu diria, mas esta sendo enriquecedor ao meu ponto de vista pensar desta forma.
Distinguir uma simples idéia, daquilo que eu vejo com uma evolução.
Porque eu queria entender que evolução era esta, onde apenas a aquisição é sinônimo de evolucionar.
Eu vou me formar, e vou comprar um carro, e depois uma casa e depois fazer uma pós graduação, e depois trocar de carro, e por unha postiça, e comprar aquela bolsa de couro legítimo, e a sandália da moda.
Sim, este é um ponto de vista de evolução. Que eu acho bem bacana. Adquirir o objeto do desejo.
Mas é mais que isso.
Eu não vim pra cá para este mundo passar trabalho, acordar as 6:30 da manhã rotineiramente, passar um dia lindo de sol dentro de uma sala, apenas para adquirir meus bens materiais.
Eu não vim pra cá só pra trabalhar, consumir e pagar. Ah, e o mais importante, ostentar (está em alta).
Eu vim pra aprender, e com este aprendizado, evoluir. A minha alma, o meu entendimento, o meu ser.
Eu vim aprender.
Aprender a conviver, a ser gentil, ser ouvinte, ser honesta, ser esforçada, a suar a camisa não só pelo dinheiro, mas pela causa.
Pra isto eu me entrego.
Disponho-me a conhecer, a viver, a sorrir, a amar, a ajudar, a errar, a perdoar e a sentir dor.
É, dor mesmo. Porque infelizmente é na dor onde o aprendizado é redundantemente mais aprendido.
Lembra quando a mãe da gente dizia assim: "Se não aprende no amor, vai na dor".
Eu concordo. Muito embora prefira que seja no amor, na doçura, no carinho.
Mas é na dor, no rasgar da pele, no barulho da mente inquieta, do coração apertado, é que o aprendizado é materializado pro plano real. O sentir de fato.
Abro um parênteses pra falar brevemente sobre a dor.
Não estamos mais acostumados a sentir dor. Nem física e nem emocional.
Para a dor física, no primeiro sinal de dor de cabeça já tomamos imediatamente um analgésico.
Para a emocional, não nos damos ao direito de curtir uma fossa, de aquietar-se numa daquelas "bads" geradas por motivos tão pessoais que ás vezes você não quer falar, só sentir.
Você não tem o direito. Tem logo que reagir a toda adversidade, colocar uma roupa bem linda, sair por aí, segurar um copo na mão e sorrir, como se seu coração estivesse ali vibrante, quando na verdade ele está ali, prostrado.
Não, não devemos nos dar este direito.
"Reage bonita, o tempo voa e não devemos perde-lo com o que não deu certo e causou dor!"
Oras, será que eu posso errar? E quem sabe com isso melhorar em alguns aspectos? Infelizmente a dor nos mostra uma forma de não cometer o mesmo ato, já que não deseja-se o mesmo resultado.
Ou você queima a roupa duas vezes no mesmo lugar quando vai passá-la?
Fecha parênteses.
E um dos caminhos da evolução é entender e aceitar este estado de impermanência.
Hoje eu posso estar com dor, mal, por algum fato externo ocorrido.
Mas isso não perdura por todo o sempre. Até porque eu não me permito ficar no "mimimi" por longo período. Mas ele acontece. Ainda que conciso, mas acontece.
Logo você se recupera e sorri, e respira aliviada. Ah, passou!"
E "amanhã" você esta melhor e até feliz.
O que muitos chamam de bipolaridade, eu chamo de impermanência.
Porque não há prazer e nem dor que não se acabe.
Uma vez na vida que seja, vai haver um e outro.
E aceitar isso, é aceitar-se a si, e dar-se o direito de viver pra sentir.
E evolução que me refiro, é aprender a partir de uma situação, é melhorar em você mesmo algo que lhe causa descontentamento, algo que alguém lhe disse: você nasceu pra ser assim. É característica genética, ou do seu horóscopo, ou de outra fonte.
Mas eu posso evoluir uma caracteristica que eu não gosto em mim. Eu posso melhorar.
Também não sou somente o que acontece comigo. Eu sou o resultado daquilo que eu escolho ser.
Eu tenho o direito de associar a minha personalidade a uma forma que me faz sentir mais leve, mais realizada e mais feliz.
E eu chamo isso de evoluir.
De tratar em você aquilo que lhe desagrada, que fere ; a si e aos outros.
Evoluir para uma tirar lição e entender o porquê de uma situação ocorrer de tal forma, de aceitar uma culpa, de resolvê-la e dissolver. De digerir o mal estar, de entender as subtrações e agradecer as adições. Esta louca matemática da vida, que oras soma, oras diminui.
É pra isto que eu vim, que você também veio.
Pra conhecer a vida e a vida em abundância. Muito mais que aquisição do material. Aquisição do seu conhecimento, de si, do porquê e do pra quê.
Talvez este tenha sido mais um vago amontoado de palavras.
Talvez.
Talvez seja um momento de compreender.
Um espaço para viagens,música, citações próprias, frases feitas, fotos casuais, variedades, nostalgias. Para o que eu quiser e estiver com vontade de escrever. A idéia é promover o Espirito de Liberdade,próprio ou desenvolvido.
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
Eu sou antiga sim!
Cheguei a conclusão de que não estou enquadrada neste mundo moderno.
Tenho valores que preservo, que não condizem com a realidade atual.
Falo de sentimentos.
Agradeço quando recebo algo.
Retribuo aquilo que recebo, sempre que possível.
Peço licença.
Abuso do por favor.
Cumpro quando prometo.
Assumo quando contrato.
Respeito o sentimento do próximo.
E quando ultrapasso, me chicoteio por isso.
Acredito que devemos respeitar os relacionamentos alheios e não intrometer-se nesta relação.
Prezo pela conversa olhando nos olhos e não discussões via whattsapp.
Prefiro resolver mal entendidos do que deixar isso vagando no tempo.
Choro.
Demonstro o quão estou infeliz.
Ocorre que na era de exposição exacerbada em redes sociais, vemos vários sorrisos e relacionamentos felizes sendo construídos á base de mentiras.
E não concordo que seja um desafio postar foto sem make em rede social, que isso vá mostrar a real face de alguém.
Quero ver postar o caráter, a verdade.
Eu sofro com esta sociedade que me proíbe de ser verdadeira.
Sim, eu danço conforme a música dela, mas confesso que isso me angustia. Sem hipocrisia.
Tenho que prender a minha língua, para não ofender, não magoar.
Embora eu acredite que falar, por pra fora, esclarecer, seja doloroso no ato, mas posterior, é muito mais gratificante. A resolução, o perdão (ou não) vale mais que a ilusão.
Ouvi certa vez de um colega, que dizia que "se você quer ter amigos verdadeiros, não pode dizer sempre a verdade."
Oras, mas eu não vejo veracidade nessa relação baseada em mentiras.
Eu minto sim, omito sim, faço parte desse conjunto da sociedade moderna de postagens e etc.
Vivo nela, me adaptei a ela.
Mas fico incomodada.
Isto porque ter princípios morais está fora de moda.
Caiu em desuso.
Em um país de corruptos, devolver o dinheiro quando recebe o troco errado é burrice.
Mostrar-se frágil é babaquice.
Querer conversar ás claras é agressivo.
Que falar mal na ausência daquele que precisa ou pode se defender é normal.
Vejo uma inversão de valores absurda!
Mas sou eu que vejo assim.
Eu sou antiga, demodê, ultrapassada.
Quanto aos atos e atitudes, vejo que estamos num passo para voltar ao tempo dos indígenas.
Usamos poucas roupas, (alguns, quase nada).
Falamos errado, escrevemos pior ainda (e a atual reforma ortográfica só vem pra piorar)
Não respeitamos mais os sentimentos, somos movidos apenas por desejos carnais, onde todos "se pegam" e tá tudo certo.
Não vejo outra alternativa a não ser esta de sermos índios modernos cibernéticos.
Quanto a realidade, vamos esconder.
O lance é se esconder, sempre!
Atrás de risos superficiais, de maquiagens, de filtros, de falsos abraços.
Não acho que nossa vida deve ser um livro aberto á todos, em absoluto, não é isto.
Mas HOJE, eu aprendi e gostaria de disseminar este aprendizado.
Que se queremos realmente viver em harmonia com o nosso próximo, e digo : aqueles bem próximos, que você considera amigo, tem de haver clareza.
Clareza de informação, de sentimentos, de atos.
Ou então iremos viver de suspeitas, de achismos, de jogos.
Escolhemos, isto ou aquilo.
Ainda temos o livre arbítrio , então que saibamos fazer nossas escolhas.
Hoje eu penso assim, talvez amanhã mude de idéia.
E além do mais, RESPEITEMO-NOS, esta é só minha opinião.
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Música
Ela faz com que eu me derreta em lágrimas.
Também provoca risos frouxos.
Traz lembranças.
E mais que tudo isso,chego ao ponto de viajar em outras atmosferas através dela.
A música exerce um poder dominante sobre mim.
Desde cedo, quando criança, sob influencia das minhas tias, ouvia música boa.
Tenho como referências da época, Pink Floyd, que é um som pra eternidade.
Lembro-me dos nostálgicos vinis, empilhados na sala, ao lado do toca-discos.
Ali naquele amontoado de arte eu tinha um mundo de curiosidades em mãos.
Aos 10 anos ou pouco mais que isso, eu ouvia Led Zeppelin, Supertramp, Beatles, John Lennon.
Mesmo sem entender muito o que era, eu já gostava.
Eu ouvia junto delas Raul Seixas, RPM, Cazuza, Alceu Valença, Zé Ramalho, entre tantas outras bandas de Rock nacional.
Eu lembro que nas capas dos discos vinham as letras impressas. Acompanhava as músicas, virando os discos do lado A e lado B.
Chegava da escola e corria pra sala pra ouvir música. Deitava no tapete e deixava o disco tocar.
Com o passar do tempo fui tendo minhas próprias referências. Apesar de ainda trazer muitas destas citadas comigo.
Eu conhecia todos os álbuns dos Titãs, banda que adoro até hoje.
As meninas da minha época ouviam discos da Xuxa, Balão Mágico, Vou de Táxi da Angélica, e eu ouvia Rock.
Aquilo era estranho para os outros, mas eu gostava.
Fui conhecendo outros estilos.
Conheci a música gaúcha, a qual até hoje ouço em casa por sugestão do meu avô.
Foram anos e anos ouvindo intérpretes da música nativista do Rio Grande do Sul.
Canções bonitas, que falavam da vida no campo.
Depois conheci o estilo grunge do Nirvana, Alice in Chains.
Tive discos mais pesados estilo Venon, Sepultura.
Ouvia Ramones, Alice Cooper, Black Sabbath.
Adorava quando as pessoas me mostravam sons diferentes e isso permanece até hoje.
Ouço Chico Buarque, Elis Regina, Rita Lee.
Amo The Doors, gosto de Blues.
Curto os embalos do hip hop, ouço jazz.
Viajo com Surf music do Donavon Frankenreiter, Sashamoon, Men At Work.
Sigo na melodia do reggae do rei Bob Marley e suas vertentes.
Eu devia ter estudado música, ter tocado algum instrumento, tamanha admiração que tenho por esta arte.
Mas talvez minha percepção seja mais aguçada para conhecê-la e apreciá-la, que para atuar na música.
Eu me entrego mesmo. Ela interfere em todo meu estilo. De vestir, de ser, de viver.
Eu durmo com música e por vezes acordo com ela.
Eu ouço música indo pro trabalho, durante o trabalho (quando possível), na volta dele também.
Eu escrevo ouvindo música, tal qual faço agora, ouvindo um álbum completo do Nirvana.
E não faz muito tempo eu conheci a linha psytrance, que é algo surreal.
Este som me leva pra um mundo só meu. Uma conectividade incrível comigo.
Neste som eu fico sozinha por horas e sinto como realmente estivesse só eu, o espaço e o som.
A frequência dele, a batida, ou melhor,os bpm's me transportam.
Não encontro palavras para definir o que acontece quando a conexão ocorre. É realmente transcendental.
Um som sem letras, que diz muito.
Não sou do tipo que segue modinhas musicais.
Aliás, não suporto som modinha.
Os tais sertanejos universitário e arrocha e etc; estes não me tiram de casa.
Respeito quem gosta, mas não entendo como pode estas músicas com refrões sem sentido e letras obscenas fazerem sucesso.
Funk? Oh my God, livrai-me de ouvir isso.
Esta é a minha opinião e não é regra.
Gosto é igual a céu da boca, cada um tem o seu.
Eu prefiro os sons que falam...mesmo que sem letras.
A música, que faz a mente acalmar, que faz os corpos moverem-se, que faz o coração palpitar.
a música, que inspira, que transpira, que pira!
Acho eu, que viver sem música, é como viver sem sorrisos.
Ela faz parte da alma da vida.
Pearl Jam, porque o som dele e esta música é The Best. Aperta o play!
Também provoca risos frouxos.
Traz lembranças.
E mais que tudo isso,chego ao ponto de viajar em outras atmosferas através dela.
A música exerce um poder dominante sobre mim.
Desde cedo, quando criança, sob influencia das minhas tias, ouvia música boa.
Tenho como referências da época, Pink Floyd, que é um som pra eternidade.
Lembro-me dos nostálgicos vinis, empilhados na sala, ao lado do toca-discos.
Ali naquele amontoado de arte eu tinha um mundo de curiosidades em mãos.
Aos 10 anos ou pouco mais que isso, eu ouvia Led Zeppelin, Supertramp, Beatles, John Lennon.
Mesmo sem entender muito o que era, eu já gostava.
Eu ouvia junto delas Raul Seixas, RPM, Cazuza, Alceu Valença, Zé Ramalho, entre tantas outras bandas de Rock nacional.
Eu lembro que nas capas dos discos vinham as letras impressas. Acompanhava as músicas, virando os discos do lado A e lado B.
Chegava da escola e corria pra sala pra ouvir música. Deitava no tapete e deixava o disco tocar.
Com o passar do tempo fui tendo minhas próprias referências. Apesar de ainda trazer muitas destas citadas comigo.
Eu conhecia todos os álbuns dos Titãs, banda que adoro até hoje.
As meninas da minha época ouviam discos da Xuxa, Balão Mágico, Vou de Táxi da Angélica, e eu ouvia Rock.
Aquilo era estranho para os outros, mas eu gostava.
Fui conhecendo outros estilos.
Conheci a música gaúcha, a qual até hoje ouço em casa por sugestão do meu avô.
Foram anos e anos ouvindo intérpretes da música nativista do Rio Grande do Sul.
Canções bonitas, que falavam da vida no campo.
Depois conheci o estilo grunge do Nirvana, Alice in Chains.
Tive discos mais pesados estilo Venon, Sepultura.
Ouvia Ramones, Alice Cooper, Black Sabbath.
Adorava quando as pessoas me mostravam sons diferentes e isso permanece até hoje.
Ouço Chico Buarque, Elis Regina, Rita Lee.
Amo The Doors, gosto de Blues.
Curto os embalos do hip hop, ouço jazz.
Viajo com Surf music do Donavon Frankenreiter, Sashamoon, Men At Work.
Sigo na melodia do reggae do rei Bob Marley e suas vertentes.
Eu devia ter estudado música, ter tocado algum instrumento, tamanha admiração que tenho por esta arte.
Mas talvez minha percepção seja mais aguçada para conhecê-la e apreciá-la, que para atuar na música.
Eu me entrego mesmo. Ela interfere em todo meu estilo. De vestir, de ser, de viver.
Eu durmo com música e por vezes acordo com ela.
Eu ouço música indo pro trabalho, durante o trabalho (quando possível), na volta dele também.
Eu escrevo ouvindo música, tal qual faço agora, ouvindo um álbum completo do Nirvana.
E não faz muito tempo eu conheci a linha psytrance, que é algo surreal.
Este som me leva pra um mundo só meu. Uma conectividade incrível comigo.
Neste som eu fico sozinha por horas e sinto como realmente estivesse só eu, o espaço e o som.
A frequência dele, a batida, ou melhor,os bpm's me transportam.
Não encontro palavras para definir o que acontece quando a conexão ocorre. É realmente transcendental.
Um som sem letras, que diz muito.
Não sou do tipo que segue modinhas musicais.
Aliás, não suporto som modinha.
Os tais sertanejos universitário e arrocha e etc; estes não me tiram de casa.
Respeito quem gosta, mas não entendo como pode estas músicas com refrões sem sentido e letras obscenas fazerem sucesso.
Funk? Oh my God, livrai-me de ouvir isso.
Esta é a minha opinião e não é regra.
Gosto é igual a céu da boca, cada um tem o seu.
Eu prefiro os sons que falam...mesmo que sem letras.
A música, que faz a mente acalmar, que faz os corpos moverem-se, que faz o coração palpitar.
a música, que inspira, que transpira, que pira!
Acho eu, que viver sem música, é como viver sem sorrisos.
Ela faz parte da alma da vida.
Pearl Jam, porque o som dele e esta música é The Best. Aperta o play!
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Palavras, apenas palavras
Faço uso das palavras, talvez porque
tenha sido a forma mais rápida de alívio.
Alívio?
Sim!
Falar, cuspir fora aquilo que
entalou, aquilo que naquele momento precisa ser dito.
Eu sei que elas, as
palavras, não têm culpa das minhas inquietações.
Mas eu as encontrei desde cedo e
então tento uma relação harmônica com elas.
Dias me vejo embaralhada em
tantas letras, em amontoados de citações e confesso que em muitas destas,
encontro respaldo para os meus devaneios.
Leio, sublinho, interpreto.
Ah, por falar em interpretação.
Esta é a peça chave, melhor dizendo, a
palavra chave pra comunicação.
Não basta botar pra fora.
Ao ato da escrita, seja esta uma
citação ou uma idéia,nos tornamos responsáveis pelo que propagamos.
Há que se ater ao fato de que o
leitor pode muitas vezes dar uma interpretação diferente àquela da mensagem que
queira passar.
Se bem que, posso usar de uma
citação para ausentar-me de possíveis erros: “ sou responsável pelo que eu
digo, não pelo que você entende”. Desconheço o autor.
Sendo assim, por mais que esta
frase sirva-me de consolo, ainda assim eu me preocupe com a interpretação.
Na era digital então...Ah, essa
sim é mais difícil.
Adentro-me num breve relato sobre
as palavras e a era digital.
Não é via de regra, mas tenho
percebido que muitas conversas têm sido substituídas por caracteres.
Então, diante de uma conversa via
meios internéticos, o cidadão finaliza esta com um “pode crê”!
Ao meu ver, este “pode crê”, é um
“finalizador da conversa”, é um “to nem aí”, é um “to ocupado agora”. A
interpretação que eu vou dar a este “pode crê”
é conforme aquilo que eu entendi, baseado nos caracteres anteriores. E
algumas vezes pode ser um gerador de mal entendidos.
Eu prefiro a comunicação, quando
em conversa, pessoal, quando muito, ao telefone em ligações mesmo.
Mas, voltamos as palavras.
Somos suscetíveis a informação.
Ela muitas vezes nos agride. São muitas escritas. Em jornais, em redes sociais.
E as palavras estão ali, fazendo parte principal de tudo isso.
Uma imagem pode ser transformada
através das palavras.
Façamos então bom uso delas.
Não que eu faça. Seria pretensão
minha afirmar isso. Mas eu as uso.
Acredito até, que de forma
coerente.
E é através deste amontoado de
letras que muitas vezes exponho um sentimento, uma angústia, alegria,
declarações de carinho.
Não porque busco atingir algo ou
alguém com isso, mas porque tenho necessidade disso.
De por pra fora, de amaciar faces
rígidas com palavras motivadoras, e também de vomitar palavras indigestas
quando o receptor assim espera.
Uso as palavras para expressar as
minhas idéias. E não acho que as minhas idéias estão certas ou erradas. Elas são relatos de uma mente inquieta.
Eu leio, interpreto e respeito o
que vejo.
E assim espero que seja feito com
os amontoados de letras que exponho.
Em resumo, quando eu escrever
sobre sentimentos, comportamentos, lugares, pessoas, cheiros, negócios e etc,
eu estou apenas expressando aquilo que eu gostaria de falar e por vezes não
encontro a situação e condição para tal.
Não estou agredindo ninguém com
indiretas e nem adulando alguém com elogios.
Eu escrevo o que eu sinto!
E sinto muito se não lhe agrada. Eu
não vou parar de usá-las.
"Enquanto eu tiver perguntas e não
houver resposta continuarei a escrever."
Clarice Lispector
quinta-feira, 5 de junho de 2014
Eu e minhas criticas
São seis meses sem escrever.
Talvez pela falta de tempo, talvez pela falta de motivação.
E hoje, mesmo sem tesão, resolvi soltar o verbo, ainda que num relato sucinto, num amontoado de palavras.
A partir de uma conversa rápida com uma psicóloga, a mesma observou e diagnosticou que eu sou "anormal", fora dos padrões.
Adjetivo que muitos não gostariam de ouvir. Mas eu, logo eu, identifiquei-me de imediato com tal observação.
Isto porque realmente eu sou fora dos padrões que a sociedade impõe. Discurso abaixo sobre isto.
Aquilo que eu faço, dentro da moral e bons costumes ensinados dentro de casa, eu faço consciente.
Esta anormalidade citada, foi a partir de um relato sobre a forma que eu vejo a questão da realização pessoal.
Brevemente discorro que, o meu conceito de satisfação/ realização, vai muito mais além do que ser aceita por um modelo proposto seja lá por religião, sociedade, política e etc.
A grosso modo, um exemplo disto, é o modelo imposto desde Adão e Eva, onde as pessoas tenham quase que a obrigação de ter um parceiro, mesmo que este faça-lhe mal.
Tá ruim com ele/ela? Mas tá pior sem.
Tá traindo, enganando, mas ao menos tem uma companhia.
Tá brigando, xingando, humilhando, mas isto é uma das formas de amor.
Será mesmo?
Será que eu esqueci como se relacionar?
Que deve-se tolerar mentiras e agressões e apaziguar todo esse caos para ter um companheiro?
É, se for isso mesmo eu estou desatualizada e fora do padrão.
Mas não é sobre companhia que eu venho relatar. Isso foi só um exemplo.
Eu objetivo argumentar a questão da anormalidade citada versus visão crítica.
Quando eu exponho minha forma de pensar, que eu considero coerente, sóbria, e "despadronizada", eu tenho que aceitar que esta forma seja censurada. Eu tenho que respeitar o padrão alheio, afinal, tudo é uma questão de ponto de vista.
O que prá mim é inadmissível, pro outro é relevante.
O meu modelo, eu conceituo da forma que eu quero. E para tal, eu assumo os riscos e responsabilidades disso.
O meu modelo, fora do padrão é a busca da satisfação pessoal, em harmonia do meu interior e o exterior.
É uma luta!
Diria até, que comparada a segunda gerra mundial, uma varredura estrutural das idealizações.
Isso dá-se por conta de eu pensar, pesquisar. E mais ainda, de exteriorizar os pensamentos.
E não é por eu ler Osho, Buda, e outros ensinamentos da linha Zen que ensinam a não julgar, que vou deixar de ser observadora.
Fato é que o "não julgar"é um exercício árduo.
Se eu observo, automaticamente eu estou julgando um comportamento diferente do meu.
O que eu não posso é condenar. Ou posso , desde que não exponha a minha opinião a respeito.
Tarefa fácil não é, afinal com tantas aberrações que vemos, fica difícil segurar o verbo.
Ai então lá vou eu pras minhas analises auto criticas.
Tenho feito isso. Ao invés de condenar o comportamento alheio, tento entende-lo, e mesmo que não consiga, busco orientação sobre.
Isto porque não quero mais ser injusta.
Não quero mais...porque já fui. Porque já observei, analisei, critiquei e condenei
Não deixei de ser crítica, de analisar e menos ainda de observar. Deixei de condenar.
E onde esta a evolução nisso?
Em entender que de fato, cada um sabe de si, das suas dores, das suas aspirações, das suas alegrias.
Que ter o "kit felicidade"pronto, que já citei em posts anteriores, basta pra uns e não pra outros.
Uma citação clichê, mas que cabe muito bem aqui: ""CADA UM SABE A DOR E A DELÍCIA DE SER O QUE É".
Aceito, considero!
Porém gostaria de ser aceita também.
Não espero aplausos pela minha conduta, mas espero que esta seja respeitada.
E se o fato de eu ter idéias contrárias a outras pessoas me tornou alguém fora do padrão, que assim seja.
É a minha opinião. E ela muda. Eu mudo, você também muda.
Tudo muda...é a lei da impermanência.
Hoje eu penso assim, amanhã talvez esteja postando uma foto fazendo biquinho na frente do espelho com os dizeres: beijim no ombro.
Sem condenações.
Talvez pela falta de tempo, talvez pela falta de motivação.
E hoje, mesmo sem tesão, resolvi soltar o verbo, ainda que num relato sucinto, num amontoado de palavras.
A partir de uma conversa rápida com uma psicóloga, a mesma observou e diagnosticou que eu sou "anormal", fora dos padrões.
Adjetivo que muitos não gostariam de ouvir. Mas eu, logo eu, identifiquei-me de imediato com tal observação.
Isto porque realmente eu sou fora dos padrões que a sociedade impõe. Discurso abaixo sobre isto.
Aquilo que eu faço, dentro da moral e bons costumes ensinados dentro de casa, eu faço consciente.
Esta anormalidade citada, foi a partir de um relato sobre a forma que eu vejo a questão da realização pessoal.
Brevemente discorro que, o meu conceito de satisfação/ realização, vai muito mais além do que ser aceita por um modelo proposto seja lá por religião, sociedade, política e etc.
A grosso modo, um exemplo disto, é o modelo imposto desde Adão e Eva, onde as pessoas tenham quase que a obrigação de ter um parceiro, mesmo que este faça-lhe mal.
Tá ruim com ele/ela? Mas tá pior sem.
Tá traindo, enganando, mas ao menos tem uma companhia.
Tá brigando, xingando, humilhando, mas isto é uma das formas de amor.
Será mesmo?
Será que eu esqueci como se relacionar?
Que deve-se tolerar mentiras e agressões e apaziguar todo esse caos para ter um companheiro?
É, se for isso mesmo eu estou desatualizada e fora do padrão.
Mas não é sobre companhia que eu venho relatar. Isso foi só um exemplo.
Eu objetivo argumentar a questão da anormalidade citada versus visão crítica.
Quando eu exponho minha forma de pensar, que eu considero coerente, sóbria, e "despadronizada", eu tenho que aceitar que esta forma seja censurada. Eu tenho que respeitar o padrão alheio, afinal, tudo é uma questão de ponto de vista.
O que prá mim é inadmissível, pro outro é relevante.
O meu modelo, eu conceituo da forma que eu quero. E para tal, eu assumo os riscos e responsabilidades disso.
O meu modelo, fora do padrão é a busca da satisfação pessoal, em harmonia do meu interior e o exterior.
É uma luta!
Diria até, que comparada a segunda gerra mundial, uma varredura estrutural das idealizações.
Isso dá-se por conta de eu pensar, pesquisar. E mais ainda, de exteriorizar os pensamentos.
E não é por eu ler Osho, Buda, e outros ensinamentos da linha Zen que ensinam a não julgar, que vou deixar de ser observadora.
Fato é que o "não julgar"é um exercício árduo.
Se eu observo, automaticamente eu estou julgando um comportamento diferente do meu.
O que eu não posso é condenar. Ou posso , desde que não exponha a minha opinião a respeito.
Tarefa fácil não é, afinal com tantas aberrações que vemos, fica difícil segurar o verbo.
Ai então lá vou eu pras minhas analises auto criticas.
Tenho feito isso. Ao invés de condenar o comportamento alheio, tento entende-lo, e mesmo que não consiga, busco orientação sobre.
Isto porque não quero mais ser injusta.
Não quero mais...porque já fui. Porque já observei, analisei, critiquei e condenei
Não deixei de ser crítica, de analisar e menos ainda de observar. Deixei de condenar.
E onde esta a evolução nisso?
Em entender que de fato, cada um sabe de si, das suas dores, das suas aspirações, das suas alegrias.
Que ter o "kit felicidade"pronto, que já citei em posts anteriores, basta pra uns e não pra outros.
Uma citação clichê, mas que cabe muito bem aqui: ""CADA UM SABE A DOR E A DELÍCIA DE SER O QUE É".
Aceito, considero!
Porém gostaria de ser aceita também.
Não espero aplausos pela minha conduta, mas espero que esta seja respeitada.
E se o fato de eu ter idéias contrárias a outras pessoas me tornou alguém fora do padrão, que assim seja.
É a minha opinião. E ela muda. Eu mudo, você também muda.
Tudo muda...é a lei da impermanência.
Hoje eu penso assim, amanhã talvez esteja postando uma foto fazendo biquinho na frente do espelho com os dizeres: beijim no ombro.
Sem condenações.
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
As gentes
Hoje disponibilizei alguns minutinhos do meu tempo para discorrer não sobre O Rei do Camarote, tampouco a vinda meteórica do Justin Bieber e seu ataque de estrelismo.
Quero falar sobre gente.
Um breve relato de fatos verídicos.
Conheci na minha última viagem, pessoas que agregaram valor (não ao camarote - desculpa, não há com não satirizar) a minha jornada enquanto ser humano.
Pessoas tão jovens, mas dotadas de características e comportamentos dignos de apreciação.
As vezes achamos que a experiência de vida, leia-se aqui IDADE, é o principal argumento a ser citado frente ao comportamento das pessoas.
Pode ser que sim, mas e quanto a estes jovens, ainda com poucas experiências (idade) em suas jornadas? O que dizer?
Não conheço suas famílias, tampouco suas realidades cotidianas, mas posso de antemão supor que a educação que receberam em casa, na escola, ou até mesmo em convivência com pessoas "não alienadas", é que os tornaram assim.
E que comportamentos são estes que me encantaram?
Primeiro a citar é a educação. Se eu pudesse pontuar, daria nota 10.
Gente que sabe ser receptivo, sabe agradecer, sabe elogiar, sabe ser cordial.
Depois vem a questão de humildade.
Gente que sabe ouvir, que sabe aprender e sabe ensinar também de forma a harmonizar o ambiente.
Gente que usa e abusa do bom senso.
Gente que brinca/atua com a criatividade.
Culturamente, uma gente que lê, que se abastece de informações, de boa música, de boas histórias.
Gente que conversa, argumenta, expõe opinião.
Gente que, em pouco tempo junto deles, não ouvi falar mal da vida alheia, não ouvi críticas sem fundamento.
Gente que luta por ideais, por idéias, por um mundo melhor.
Gente que apesar de tão nova - cronologicamente falando - comporta-se como sábios veteranos.
Gente que sinceramente, eu tive o PRAZER imenso de conhecer.
Além de comportamentos dignos sim de elogiar, são "gentes" agradáveis.
Daquelas que queremos ter por perto, por trazer alegria, bem estar, conforto e o melhor de tudo, CONHECIMENTO.
Ainda bem que sou uma pessoa aberta ao novo, ao que chega cheio de boas intenções.
Deve ser por isso, e pela conspiração do Universo, que eu os conheci.
Aqui, meu sincero agradecimento a vocês, gentes de bom coração!
Que esta "amizade a distância" continue disseminando alegria e agregando valor às nossas vidas.
A estas gentes, um saudoso abraço com sentimento de saudades!
Quero falar sobre gente.
Um breve relato de fatos verídicos.
Conheci na minha última viagem, pessoas que agregaram valor (não ao camarote - desculpa, não há com não satirizar) a minha jornada enquanto ser humano.
Pessoas tão jovens, mas dotadas de características e comportamentos dignos de apreciação.
As vezes achamos que a experiência de vida, leia-se aqui IDADE, é o principal argumento a ser citado frente ao comportamento das pessoas.
Pode ser que sim, mas e quanto a estes jovens, ainda com poucas experiências (idade) em suas jornadas? O que dizer?
Não conheço suas famílias, tampouco suas realidades cotidianas, mas posso de antemão supor que a educação que receberam em casa, na escola, ou até mesmo em convivência com pessoas "não alienadas", é que os tornaram assim.
E que comportamentos são estes que me encantaram?
Primeiro a citar é a educação. Se eu pudesse pontuar, daria nota 10.
Gente que sabe ser receptivo, sabe agradecer, sabe elogiar, sabe ser cordial.
Depois vem a questão de humildade.
Gente que sabe ouvir, que sabe aprender e sabe ensinar também de forma a harmonizar o ambiente.
Gente que usa e abusa do bom senso.
Gente que brinca/atua com a criatividade.
Culturamente, uma gente que lê, que se abastece de informações, de boa música, de boas histórias.
Gente que conversa, argumenta, expõe opinião.
Gente que, em pouco tempo junto deles, não ouvi falar mal da vida alheia, não ouvi críticas sem fundamento.
Gente que luta por ideais, por idéias, por um mundo melhor.
Gente que apesar de tão nova - cronologicamente falando - comporta-se como sábios veteranos.
Gente que sinceramente, eu tive o PRAZER imenso de conhecer.
Além de comportamentos dignos sim de elogiar, são "gentes" agradáveis.
Daquelas que queremos ter por perto, por trazer alegria, bem estar, conforto e o melhor de tudo, CONHECIMENTO.
Ainda bem que sou uma pessoa aberta ao novo, ao que chega cheio de boas intenções.
Deve ser por isso, e pela conspiração do Universo, que eu os conheci.
Aqui, meu sincero agradecimento a vocês, gentes de bom coração!
Que esta "amizade a distância" continue disseminando alegria e agregando valor às nossas vidas.
A estas gentes, um saudoso abraço com sentimento de saudades!
terça-feira, 5 de novembro de 2013
A rede
Sim, a rede.
Uma rede que nos enrolamos, muitas vezes tão enrolados (quanta redundância) que ficamos até preso a ela.
Assim, metaforicamente falando, são as redes, as sociais.
Tudo está ali.
Desde as mais estapafúrdias informações, até utilidade pública.
Podemos acompanhar a previsão do tempo, um jogo de futebol, a novela, um evento, podemos viajar através de fotos publicadas.
Podemos divulgar trabalho, vender geladeiras, comprar sapatos usados, fazer amizades e pasmem, há até quem encontre um amor.
Na rede tudo é possível.
Acessa quem pode, acessa quem quer.
Vivemos num regime aberto, sem militarismo e, com exceção daquilo que fere a integridade moral do cidadão no que diz respeito ao constrangimento ilegal, calúnia e difamação, tudo é passível de publicação.
Há os que incomodam-se por pouco.
Não se sabe a razão deste incômodo, uma vez que - repito- só está na rede quem quer.
Não é como um RG, CPF, que é necessário ter para tornar-se um cidadão.
A rede social é para quem adere por livre e espontânea vontade.
Verdade que por vezes assistimos publicações que ridicularizam-nos como ser humano, como ser em sociedade. Tratam nossa inteligência como algo subversivo.
Mas a nós é dado o livre arbítrio...de sair do ciclo, de sair da rede.
Existe na rede social Facebook - talvez a mais conhecida e utilizada - várias opções para quem ainda incomodado, quer abster-se das besteiras que lê.
Uma das opções é excluir o "amigo" que causa incômodo.
A outra opção, é suprimir os feeds de notícias.
Ou ainda, a opção mais coerente pra quem sente-se tão incomodado com o que vê na rede social, é a opção EXCLUIR CONTA.
A rede é livre, ali cada um mostra o que quer e do jeito que quer.
Cabe então ao usuário peneirar toda a informação e "engolir" apenas aquilo que lhe faz bem.
Mas ainda preferimos criticar.
E criticamos, porque é atitude inerente do ser humano. É muito mais fácil criticar comportamento alheio, que agir de forma contrário àquilo que se critica.
Desta forma, a exposição de opinião, também é uma maneira de participação em rede.
Cada um propaga o que quer.
Resta salientar que, o mais legal de tudo isso, é poder observar comportamentos através de ações e até omissões.
Cada caso é um caso...mas não estamos aqui para analisar e nem julgar. Deixemos as análises aos psicanalistas e os julgamentos aos juristas.
Volto a dizer: cada um publica aquilo que lhe é cabível, dentro do que acredita e vive.
E não adianta. Todo mundo mostra alguma coisa sim! Atire a primeira pedra aqui, quem não.
E daí se o sujeito publica uma sunga nova que acabara de ganhar da esposa?
Ele que arque com a zoação.
E daí se a fulana publica sua vida baladeira na rede?
Tá incomodado? exclua a dona moça...
É mais prudente agir desta forma, que atirar pedras numa pessoa, que por vezes, nem faz jus a sua "amizade" cibernética.
Quanto ao amor leviano cibernético escancarado?
As juras de amor via internet?
Quem aqui amigo, quem aqui já não as fez?
Na minha opinião, é clichê, talvez porque EU não esteja amando.
Mas sei que quando se está apaixonado, sente-se a necessidade de gritar aos 4 ventos esta paixão...não acho normal se isto ocorresse na era das cartinhas, afinal, onde publicaríamos estas sentenças de amor? Em jornais?
Mas com a facilidade da internet, publique sim! Demonstre da forma que bem entender.
Os incomodados?
Ah...a estes, toda a licença para que retirem-se!
Antes de finalizar, por mera coincidência, visualizei esta publicação:
Uns mais outros menos ... Mas ficamos todos nos aqui, sem exceçao, presos, mas de mãos dadas, nessa "masturbação coletiva" onde o objeto de desejo é a inveja e/ou egocentrismo...( por Lourenço Carminati).
Uma rede que nos enrolamos, muitas vezes tão enrolados (quanta redundância) que ficamos até preso a ela.
Assim, metaforicamente falando, são as redes, as sociais.
Tudo está ali.
Desde as mais estapafúrdias informações, até utilidade pública.
Podemos acompanhar a previsão do tempo, um jogo de futebol, a novela, um evento, podemos viajar através de fotos publicadas.
Podemos divulgar trabalho, vender geladeiras, comprar sapatos usados, fazer amizades e pasmem, há até quem encontre um amor.
Na rede tudo é possível.
Acessa quem pode, acessa quem quer.
Vivemos num regime aberto, sem militarismo e, com exceção daquilo que fere a integridade moral do cidadão no que diz respeito ao constrangimento ilegal, calúnia e difamação, tudo é passível de publicação.
Há os que incomodam-se por pouco.
Não se sabe a razão deste incômodo, uma vez que - repito- só está na rede quem quer.
Não é como um RG, CPF, que é necessário ter para tornar-se um cidadão.
A rede social é para quem adere por livre e espontânea vontade.
Verdade que por vezes assistimos publicações que ridicularizam-nos como ser humano, como ser em sociedade. Tratam nossa inteligência como algo subversivo.
Mas a nós é dado o livre arbítrio...de sair do ciclo, de sair da rede.
Existe na rede social Facebook - talvez a mais conhecida e utilizada - várias opções para quem ainda incomodado, quer abster-se das besteiras que lê.
Uma das opções é excluir o "amigo" que causa incômodo.
A outra opção, é suprimir os feeds de notícias.
Ou ainda, a opção mais coerente pra quem sente-se tão incomodado com o que vê na rede social, é a opção EXCLUIR CONTA.
A rede é livre, ali cada um mostra o que quer e do jeito que quer.
Cabe então ao usuário peneirar toda a informação e "engolir" apenas aquilo que lhe faz bem.
Mas ainda preferimos criticar.
E criticamos, porque é atitude inerente do ser humano. É muito mais fácil criticar comportamento alheio, que agir de forma contrário àquilo que se critica.
Desta forma, a exposição de opinião, também é uma maneira de participação em rede.
Cada um propaga o que quer.
Resta salientar que, o mais legal de tudo isso, é poder observar comportamentos através de ações e até omissões.
Cada caso é um caso...mas não estamos aqui para analisar e nem julgar. Deixemos as análises aos psicanalistas e os julgamentos aos juristas.
Volto a dizer: cada um publica aquilo que lhe é cabível, dentro do que acredita e vive.
E não adianta. Todo mundo mostra alguma coisa sim! Atire a primeira pedra aqui, quem não.
E daí se o sujeito publica uma sunga nova que acabara de ganhar da esposa?
Ele que arque com a zoação.
E daí se a fulana publica sua vida baladeira na rede?
Tá incomodado? exclua a dona moça...
É mais prudente agir desta forma, que atirar pedras numa pessoa, que por vezes, nem faz jus a sua "amizade" cibernética.
Quanto ao amor leviano cibernético escancarado?
As juras de amor via internet?
Quem aqui amigo, quem aqui já não as fez?
Na minha opinião, é clichê, talvez porque EU não esteja amando.
Mas sei que quando se está apaixonado, sente-se a necessidade de gritar aos 4 ventos esta paixão...não acho normal se isto ocorresse na era das cartinhas, afinal, onde publicaríamos estas sentenças de amor? Em jornais?
Mas com a facilidade da internet, publique sim! Demonstre da forma que bem entender.
Os incomodados?
Ah...a estes, toda a licença para que retirem-se!
Antes de finalizar, por mera coincidência, visualizei esta publicação:
Uns mais outros menos ... Mas ficamos todos nos aqui, sem exceçao, presos, mas de mãos dadas, nessa "masturbação coletiva" onde o objeto de desejo é a inveja e/ou egocentrismo...( por Lourenço Carminati).
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